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    Setor de base florestal emite nota de repúdio após caminhonete do Ibama ser incendiada em MT

    9 de novembro de 2017 - Mato Grosso
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    A entidade que representa as indústrias produtoras e exportadoras de madeira em Mato Grosso (Cipem-MT) emitiu nota de repúdio após uma caminhonete do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ser incendiada durante uma operação na Reserva Extrativista Guariba Roosevelt, em Colniza, a 1.065 km de Cuiabá.

    A ação criminosa ocorreu na terça-feira (7) e nenhum fiscal do Ibama ficou ferido. Para a superintendência do instituto, a ação seria uma represália à fiscalização de exploração e comércio ilegal de madeira e desmatamento em terras indígenas na região. A polícia já teria um suspeito de ter encomendado o crime.

    Na nota, o Cipem-MT, que une oito sindicatos patronais de base florestal, nega que o ato tenha o envolvimento de empresários que trabalham dentro da legalidade e diz que não concorda com ações truculentas para resolução de conflitos, citando como exemplo a queima de veículos.

    “Essa é, de acordo com o nosso entendimento, a pior maneira de conduzir as situações, pois os empresários honestos ficarão prejudicados e com suas atividades suspensas, enquanto os desonestos encontrarão outras formas de burlar o bloqueio, como bem fazem os que atuam na ilegalidade”, diz trecho da nota.

    Na nota, a entidade ainda critica ações atribuídas a fiscais do Ibama, como a destruição de equipamentos e bloqueio de todas as empresas da região. “O sentimento de todos é que se as operações do Ibama fossem executadas respeitando os empresários, os trabalhadores e a população local, nada disso aconteceria”, afirmou o Cipem-MT.

    Segurança

    O Ibama informou que não irá suspender a operação que vem sendo realizada na região após o ataque, mas afirmou que fará uma avaliação em relação aos níveis de segurança que serão necessários para a atuação das equipes. Entre as medidas tomadas para reforçar a segurança dos fiscais do órgão está a atuação da Força Nacional na região.

    Por G1MT